A esperança

Tenho para mim que, depois de 8 anos em que se não fez o que se deveria fazer, o Dr. Carlos Encarnação, com o desgaste de dois mandatos se sente hoje em sérias dificuldades.
Aguardo para constatar os que se disponibilizarão para o acompanhar na derrota? Quem quererá ficar sujeito a pertencer a um Executivo, cujo presidente “despacha” quem não está sempre de acordo com ele? Quem estará interessado em “se misturar” com o CDS/PP e a CDU para (des)governar a cidade?
O alcatroamento “em sangria desatada” reflecte o medo que, dia a dia, o atormenta. Nada foi feito nestes últimos anos de especial para valorizar a cidade! Nem de especial…nem de vulgar! Nada foi feito! A excepção tem o empenho de Pina Prata.
As últimas inaugurações a que Coimbra foi sujeita, teve a ver só e mesmo só, com verbas disponibilzadas pelo poder central.
A “maravilha” Santa Clara-a-Velha foi uma obra que valoriza internacionalmente a cidade. Esperemos que “Empresa Municipal de Turismo” a aproveite para promover Coimbra.
Os cidadãos de Coimbra, têm uma capacidade crítica acima da média porquanto no seu dia a dia sempre se habituaram a fazer uma avaliação contínua sobre o que ia acontecendo na cidade.
Não se pode comparar hoje a nossa cidade com a que o Dr.Carlos Encarnação herdou. Nessa altura havia um projecto e obras marcantes em curso.
Será que a cidade teria sido respeitada na sua plenitude?
Noutros tempos as ruas estavam limpas e bem tratadas.
Todos podiam caminhar em segurança, pois não existiam passeios com piso irregular; as “cavernas” abertas pelo corte de árvores é um tormento para os idosos e invisuais que, a qualquer passo, neles podem cair; a calçada à portugusa, enquanto mnifestação artística, era respeitada e não “cimentada”; os transportes públicos, que dificilmente cumprem horários, são afectados pelo trânsito caótico, etc. etc. etc.
São os próprios militantes e dirigentes do PSD, que hoje se sentem incomodados com a falta de habilidade comunicativa dos agentes da Polícia Municipal.
Coimbra tem uma tradição intelectual acima da média, o que a torna diferente de qualquer outra cidade. As suas especificidades são muitas e profundas. Por isso, na nomeação de um qualquer dirigente, seja para que função fôr, deverão ter presente dados qualificativos e substantivos que determinem uma boa escolha.
Espero que as escolhas recaiam de novo em quem sempre respeitou a cidade e os seus cidadãos. É a minha esperança e convicção!

CRÓNICA DE VICTOR BAPTISTA NO DIÁRIO AS BEIRAS

 
 

 

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